segunda-feira, 18 de junho de 2012



Enquanto Madeira pede para Flávio ser seu parceiro, tucanos de menor plumagem bafejam conflitos políticos

A passagem de Flávio Dino (PCdoB) pela solenidade que concedeu título de cidadão imperatrizense a distintas personalidades pode ser vista como um ato político, afinal, intencionado a disputar em 2014 o pleito como governador, Dino discursou como candidato. A interpretação de sua posição cabe a qualquer um. Se a maioria é favorável, a turma do contra torce o bico por ciúmes e/ou ameaça pela aproximação do presidente da Embratur com o deputado estadual Carlinhos Amorim, o nome em oposição ao prefeito Madeira para outubro próximo.

A leitura seria simples assim. Seria.


Conversa de cumpádi: "me ajuda aí..."
(Foto: Samuel Souza)

Quando Madeira encerrou seu discurso e desceu da tribuna foi de encontro a Flávio Dino que estava na primeira fileira. Aquele era o único momento que Madeira tinha para fazer um gesto a Dino. Enquanto se abraçavam, uma conversa e outra de aproximação partiram do próprio prefeito. No “pé de ouvido” de Dino, Madeira disse algo como “seja meu parceiro, vamos trabalhar juntos... não sejamos adversários, preciso de você como governador, mas deixa-me ganhar as eleições desse ano primeiro”. Flávio riu, sacudiu Madeira pelos braços e disse: “tenha fé homem”.

Experiente e político passado na casca do alho, Madeira entende o valor político de projeção que Flávio Dino possui. Se for uma bravata ou não, o tempo vai dizer. Ambos seguem divididos e blindados e pelo jeito, a prática política urge para os dois.

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